Refugiados: eu ainda dependo deles.

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CAPA E INFORMACOES SOBRE O LIVRO.

olhar

A primeira vez que eu visitei o Campo de Refugiados em Mocambique, África, eu me senti tocada por uma avalanche de sentimentos conflitantes. Eu nasci num Estado pobre brasileiro – Alagoas- tendo que conviver com as mazelas sociais de uma sociedade totalmente desamparada pleo poder público. Cresci vendo minha mae dividindo o que tinha para socorrer vizinhos desafortunados. Ouvi a a minha vida inteira, meu pai a falar: “filha minha se for violentada eu mesma resolvo. Nada de polícia.” E o que eu estava vendo era algo estarrecedor. Uma mae embriagada – por medo de crer no que estava se passando- pedia ajuda: o filho de 4 anos sofrera um ataque dois dias atrás. Ao me aproximar dela, vi que nao era louca. Era apaenas uma mae querendo ser ouvida.
Naquela primeira vez, nao me detive em fazer fotos. Era muito deprimente, o ambiente. Eu me sentia envergonhada por ter tantas coisas na vida e está diante de pessoas que queriam tao pouco: apenas COMER! APENAS VIVER!
Sim.Nao era o primeiro Campo de refugiados. Eu já estivera no Sudao, Namíbia, Etiópia, Zimbabwe e tantos outros países. Mas aquelas criancas em Mocambique esfacelaram minha alma e mudaram meu viver.
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Travei uma luta insana para adotar um que partiu num acidente aéreo em Kinshasa, a Capital da Rep. Democrática do Congo. A vida me deu chances de pensar e repensar sobre cada momento que vivi na África. E, no momento, eu convivo com quem viveu as mazelas da guerra. Quer na África, no Irä, no Iraque, Somália e outros países africanos. Eu me identifico com eles. Encontro em cada história a razao para crer que PRECISO FAZER ALGO. E ESSE ALGO NAO BENEFICIA NINGUÉM MAIS DO QUE EU MESMA. QUE APRENDI COM ELES A SER MAIS SIMPLES. A QUERER MENOS DA VIDA. E HOJE, EU QUERO MESMO É VENDER O LIVRO QUE ACABEI DE LANCAR. E COM O DINHEIRO, TALVEZ, EU CONSIGA FAZER ALGO.
ref12ref1A causa dos refugiados é algo que me leva a pensar de forma mais simples. E toda vez que eu lembro de cada um que cruzou – e ainda cruza – meu caminho, as tristezas se vao dando lugar a um mundo mais suave. A entrada deles na minha vida mudou todos os contornos ao redor e dentro de mim. Nao escrevo sobre eles no meu blog. Mas continuo pesquisando e já me preparo para apresentar um TCC na área fotográfica tendo como tema essa causa. Desta feita, vasculhando a vida e o caminhar deles aqui na Suécia.
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Diariamente, ao acordar e me deparar com dificuldades sem fim, eu respiro fundo e me pergunto:”por quê sofrer se há alguém que sofre mais que eu?”. Por que ter convivido com eles, foi um dos maiores presentes que eu poderia receber nessa vida. Eles me deram muita coisa. E deles, eu creio qeu dependo para continuar a enfrentar meus desafios.

Estou publicando o livro CRIANCAS REFUGIADAS EM MOCAMBIQUE: UM DRAMA NA ÁFRICA, onde eu explico as razoes que levam a crianca a se refugiar. Quais os direitos que ela tem?Que sonhos elas sonham?Que medos elas vivem?Gente, a crianca refugiada é como outra qualquer. Com um diferencial: a vida dela pouca ou nenhuma chance tem de mudar.É muito doloroso ficar cara a cara com uma que te estende as maos em busca de comida e você nada poder fazer. A vida é cruel.
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Agradecerei tremendamente a quem se dispuser a comprar o livro. Até por que encontrar livros na área é difícil. A linguagem utilizada é bastante simples. Para quem quiser comprar visite o site da EDITORA NOVITAS. Ou entre em contato pelo email graceolsson@editoranovitas.com.br.Peca o seu.Me ajude a ajudar.

O livro é composto de 110 páginas. E destas, 10 sao com fotos coloridas. E em cada uma delas você terá nocao de ver como elas vivem. Eu nao vou ao Brasil para autógrafos, nada. Seria incoerente da minha parte. Ir ao Brasil será gastar, no mínimo 4000 reais, e com esse dinheiro eu posso alimentar a familia de 10 pessoas por um ano.

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