O QUE ELES TÊM PARA COMEMORAR?Creio que nem sabem que têm um dia.O mundo pode parar amanha para celebrar a dia daquele que perdeu tudo…a identidade, a estabilidade, os sonhos e muitos deles, a própria vida. Nao falo apenas da crianca africana. Mas da crianca que perdeu seu rumo diante das chuvas que caíram no Nordeste Brasileiro. Das criancas de Burma que correram mata adentro e foram largando sandálias, roupas pelas florestas e sofrem em Campos de Refugiados nos países vizinhos.Algumas delas vieram parar aqui na Suécia. Estao a salvo. Podem sonhar.
O encontro de uma pessoa normal, que tem casa, comida e roupa lavada com uma dessas criancas é algo que marca para sempre. Minha vida nunca mais foi a mesma depois que convivi com elas. E nao adianta eu fingir: ELAS ME DERAM MUITO. Muito mais do que eu dei a elas. Ter as maos de uma tocando no rosto, a pele áspera, eu sei…marcou meu ser. E nao creio ter recebido de ninguém amor MAIOR. EU ME SINTO ÚTIL NA ÁFRICA. E é lá, sim, que eu quero viver meus últimos dias.
Pare e dê atencao …eles querem muita coisa, nao….Pegue uma caneta simples e um caderno e dê a uma crianca refugiada. Um prato de comida, uma roupa nova. Simples coisas que fazem toda a diferenca. Talvez por isso, a crianca refugiada entenda tanto de amor e doacao. Talvez por nao ter nada, dê valor a tudo que recebe.

Para comprar o livro : contato@editoranovits.com.br
A felicidade em mim nao é completa por que sinto que queria mesmo é que as criancas refugiadas tivessem uma vida legal. Pena que isso nao seja possível. E muitas delas sejam lembradas apenas no dia 20 de junho. O Dia dos Refugiados. O mundo nao sabe o que está perdendo ao deixá-las à margem da sociedade. Por que nelas mora mesmo a ESSÊNCIA DO VERDADEIRO AMOR. E FOI SENDO TOCADA POR ESSE AMOR QUE OS DIAS SE ARRASTAM E NAO CONSIGO ME DESVENCILHAR DA IDÉIA DE QUE UM BELO DIA EU VOU ESCREVER AQUI: ESTOU VIVENDO NA ÁFRICA.
Quando isso acontecer, acreditem: EU ESTOU REALMENTE FELIZ. E PRONTA PARA FAZER TODO DIA “O DIA DOS REFUGIADOS.”Nunca fui tao amada na vida do que nas vezes em que fiquei cara a cara com eles. E por elas, eu decidi publicar o livro: CRIANCAS REFUGIADAS EM MOCAMBIQUE: UM DRAMA NA ÁFRICA.
Livro: 





















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