Como muita gente sabe, já percorri caminhos além do imaginável. Já fui da América do Norte às do Sul, Central e aos Continentes europeu e africano.
Passeei pela área de Economia e desemboquei no mundo das Leis, quando concluí o curso de Direito, trabalhei 10 anos andando pelos corredores do TRT em Maceió. Quando eu voltei a viver aqui, pela segunda vez, soube desde o princípio que nao trabalharia como advogada. O curso nao é reconhecido, os trâmites legais daqui sao divergentes dos do Brasil e a corrente legalista, também. Mesmo que em algumas áreas muita coisa seja semelhante.
Hoje, eu fui chamada na secretaria da escola para ser comunicada de que posso ter mais de 50% das matérias do curso de Direito validadas e , consequentemente, estudar mais 3 anos (após a conclusao do curso de sueco) e advogar aqui. Para isso, o diretor me informou que eu posso pegar empréstimo do governo e só vir a trabalhar quando concluir tudo. Deus me livre e guarde.

Detesto está nas maos dos outros. Dever menos ainda. Prefiro tomar fôlego e fazer Mestrado em Acoes Humanitárias como sempre quis, futuramente. Eu disse NAO e a carioca Roberta que estuda comigo e advogou no Rio de Janeiro na área criminal, também declinou.

Eu acho um grande erro ficar atirando para tudo quanto é lado, estudando tudo que me vier à frente. Quero ir devagar e de forma sossegada.
A fotografia entrou na minha vida e nela quero apostar. Demorei anos para me decidir viver de fotografias. Agora, é a hora de eu investir nela.

Estudar formas de fazer diferenca diante de tantos fotógrafos. Se um fotógrafo por aqui cobra 500 SEk para agendar a visita de um futuro cliente, eu nao cobro nada e ainda vou à casa do cliente mostrar meu portfolio. Se o cliente tem dúvidas nos álbuns, eu corro a encontrar o melhor preco. Além de, depois de fotografá-los eu sempre crio uma arte da melhor foto e transformo em quadro com uma frame.
Eu ouvi atentamente a opiniao do professor de fotografia em Portugal sobre os rumos que quem quer viver da fotografia deve dar. É uma área cara. Onde os equipamentos têm valores exorbitantes. Por que fotografar nao é apenas ter uma câmera. É mais que isso. Apenas um fotômetro custa mais de 2000 reais. Além de rádios e acessórios de estúdio. Mas aos poucos, eu chego lá.

Muita gente me pergunta quais tipos de fotografias eu gosto mais de fazer. Eu gosto de tudo. Mas as da Natureza me enchem os olhos. E fazem meu coracao bater forte. Por esse tipo de foto, sou capaz de ficar horas à espreita de um click. Como a foto em que eu fotografei Gibraltar(foto abaixo) e as águas verdes do lado do Atlântico.

Por que as águas do Mar Mediterrâneo sao de um azul deslumbrante. Nos encantam e fazem com que acreditemos cada vez mais na vida.Mesmo que esta seja cheia de percalcos.
Quando o sol bate na água, ficam pequenos reflexos de branco – prata. Isso é a certeza da existência de Deus. E nesse sentido, eu nem discuto.
Andar pela Costa do Sol na Espanha é sentir um calorzinho fresco no rosto, numa época que teria tudo para queimar a pele. Mas tudo por lá me encantou. Até por que a Natureza é esplendorosa até quando nos envia um trovao em plena tempestade. Puerto Banús é um balneário com uma marina pilhada de barcos e onde o Jet Set internacional europeu para lá vai.

A pequena rua em frente á marina é repleta de lojas de grifes carésimas, como Luis Vuitton, YSL, Nina Ricci, versace e por aí vai. Nessa época do ano, os hotéis estao com valores lá em cima. Mas nada que nao dê para se realizar sonhos. Por que por lá, eu encontrei a sem teto de pêlos amarelos-ouro.
Uma gata que me acompanhava por tudo quanto é lugar. E que eu daria tudo para trazê-la comigo. A bichana dorme debaixo de qualquer carro que parar no pier de pedras que fica ao redor do pequeno cais.
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