
Por quê será que temos medo do desconhecido?Por quê será que o ano vai e vem e nao mudamos tanto o quanto desejamos? Por quê será que continuamos amontando objetos materiais quando sabemos que um dia, definitivo dia, vale lembrar, nos desvencilharemos de tudo?Eu comecei o ano que passou com xícaras de países por onde passei. Um belo dia, acordei e dei de cara com os cacos da única que tinha comprado em New York. De imediato, me apressei para pedir á Ana umazinha com a Estátua da Liberdade.
Eis que um belo dia-a primeira remessa se extraviou entre Lisboa e Suécia- a xícara chegou. Chegou embalada num papel presente que me deixou embevecida. Fiquei tao feliz que o marido decidiu comprar uma estante para guardar a que acabara de chegar e as anteriores
Vale salientar que nao coleciono o que nunca vi. Dois anos atrás, creio, pedi à Meiroca que me enviasse uma da Itália. A primeira que comprei naquele país se quebrou quando da primeira mudanca entre Brasil e Suécia.
Recebi. Mas eis que esta manha, eu descobri que a filha única de Jerusalem se partiu. E comecei a matutar com os meus botoes: até quando eu vou correr de forma desenfreada por algo que nunca ficará eternamente comigo?Até quando eu vou me pendurar em cacos?Até quando, meu Deus?O que isso tem a ver com o MEDO DA VIDA?Muita coisa. Essa loucura desenfreda em mim está relacionada mesmo com o medo que tenho de esquecer o que vivi em cada viagem que fiz. Medo de um belo dia, um AVC me tolher o cérebro e nada do que vivi ser lembrado. Quem sabe, vendo as xícaras na estante eu volte a lembrar do quanto que fui feliz nas viagens pelo mundo afora




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Querida Grace,
não falei que te seguia?
Olha eu aqui! E comovida. Não pensei que minha humilde xícara aparecesse num post.
Adorei o seu post. Eu também colecciono coisas. Entre elas xícaras, claro. E só de sítios onde já estive. São reordações de uma vida. É certo que tudo cá fica quando partimos, mas no entretanto essas colecções recordam-nos momentos bons da vida. Da nossa vida.
Muitos beijinhos e parabéns pelo novo blog.
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Ana, adorei a xícara e nao sabia que eu faria uma crônica com ela…kkk
Beijos e dias felizes
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sera q consigo comentar???
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